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Pedidos de recuperação judicial e de falência vêm aumentando, número de insolvências cresce e preocupa o mercado

Publicado em 17 Agosto 2023

 

É significativo o aumento de pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre de 2023, correspondente a 52,1%, em comparação ao mesmo período no ano anterior. O maior nível em três anos. Só em maio de 2023, apurou-se incremento de 105,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior:

O levantamento realizado pelo Serasa Experian revela que as micro e pequenas empresas foram as mais afetadas. Todos os setores da atividade empresarial, incluindo médios e grandes players, sentiram o golpe.

Na mesma toada estão os pedidos de falência: alta de 36,2% em relação ao ano de 2022. Em maio foram 121 pedidos de falência: um crescimento de 61,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O grave quadro estatístico das insolvências – que revela uma elevação substancial no índice de inadimplência das empresas – atinge recorde histórico no país. Em abril de 2023, a negativação (o apontamento da obrigação inadimplida nos cadastros da Serasa Experian) alcançou 6.512.731 devedores, o maior número registrado pelo Indicador de Inadimplência da Serasa Experian em toda a sua história, iniciada em 2016. O valor das dívidas, somadas, também sofreu considerável aumento e atingiu a marca dos R$ 117,5 bilhões.

São os dados sistematizados:

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, explica que os juros altos foram um dos fatores que provocaram o aumento da inadimplência das empresas:

“Os juros altos impactam duplamente esses números, primeiro porque a tomada de crédito fica mais cara para as empresas, e a dívida delas aumenta. Além disso, as taxas de juros elevadas inibem o crescimento econômico e prejudicam o caixa das empresas”.

A expectativa é a de que esses números sigam crescendo ao longo do ano. Os juros altos, o efeito cascata, os preços elevados das matérias-primas, os reflexos da economia global, dentre outros fatores relevantes, são circunstâncias que se somam e contribuem para o cenário de dificuldade.

O ano de 2023 desenha-se especialmente desafiador para as empresas. Como remédio, estima-se que ganhem destaque a capacidade de adaptação, o planejamento estratégico e os choques organizacionais. 

São os tempos difíceis, definitivamente, os que põem à prova a resiliência e a capacidade de superação dos empresários. Sairão mais fortes aqueles que melhor souberem explorar suas competências e fazer bom uso das ferramentas legais existentes, dentre as quais, com grande protagonismo, encontram-se as regras que auxiliam as empresas a enfrentar crises econômicas e financeiras. 

 
 
 
 
 

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